Autoanálise do comportamento do Behaviorista – por Roberto Alves Banaco.

 Lendo o livro  Behaviorismo Radical –  Crítica e Metacrítica , de autoria de Kester Carrara, econtrei uma frase do analista do comportamento Roberto Alves Banaco:
Incapazes de proceder uma análise funcional daquilo que estava acontecendo, os próprios Behavioristas, também privados de seus reforçadores, que neste caso seria o reconhecimento de que suas práticas pudessem ter algum valor prático na solução de problemas, passaram igualmente a agredir quem os agredia através de rejeições de tudo o que se parecesse com mentalismo, fazendo críticas às outras teorias. Assim, somos incapazes de perceber que comportando-nos desta forma só acirraremos a rejeição que naturalmente já deveria existir pela frustração que causamos a nível teórico. Quando desrespeitamos os outros por não pensarem/ trabalharem/ estudarem/ agirem como nós fazemos, comportamo-nos exatamente como eles… talvez também como decorrência destas rejeições, agimos como se fossemos auto-suficientes. O conhecimento por nós produzido é por nós respeitado e o produzido por outros é desprezado. Aqui cabe uma ressalva: produzimos muito, é verdade, mas muitas vezes não procuramos o conhecimento produzido por outras áreas única e exclusivamente porque não temos tempo de consumir o que produzimos, quanto mais a produção alheia. Estou referindo-me aqui às oportunidades de troca de experiências que eventualmente se nos apresentam e que deixamos de aproveitar por preconceito” 
(Banaco, citado por Carrara, 2008)

Gostaria de saber o que pensam os colegas a respeito disto. 

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Escrito por Portal Comporte-se

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